O calendário maia
anunciou e garante: o mundo vai acabar em 21 de dezembro de 2012. Mas, ao
contrário do que acontece na letra de um clássico da música brasileira – “E o
mundo não se acabou” -, a profecia apocalíptica não causou muito medo nem
inspirou loucuras.
Pela teoria de
antigos estudiosos do apocalipse, o Juízo Final aconteceria no ano 1000 após o
nascimento de Cristo. Depois, os videntes apocalípticos voltaram atrás e disseram
que a data para a explosão da Terra seria mil anos após a morte de Cristo, em
1033.
Melchior Hoffmann,
profeta do anabatismo (movimento religioso protestante radical do período da
Reforma Protestante do século XVI na Europa), previu que, um milênio e meio
depois da crucificação de Cristo, em 1533, o mundo seria consumido por
labaredas de fogo. Hoffmann se safou talvez de morrer na fogueira pela previsão
furada, pois terminou seus dias em uma prisão.
Astrólogos também
arriscaram anunciando que o fim do mundo seria em 1º de fevereiro de 1524.
Porém, ao contrário da profecia de Melchior Hoffmann, o planeta seria inundado,
começando por Londres - na data estipulada para o temido final, nem chuviscou
na cidade. Logo deram uma desculpa: houve um erro de 100 anos no cálculo e que,
portanto, a data certa seria 1624. O que novamente não aconteceu.
O astrólogo francês
Pierre Turrel foi mais esperto: estipulou quatro datas para a catástrofe: 1537,
1544, 1801 e 1814. E isso só lhe garantiu o título de astrólogo que mais errou
em previsões sobre o fim do mundo.
Pretencioso, o judeu
Sabbatai Zevi foi mais além: anunciou que o desastre terrestre aconteceria em
1648 e que ele mesmo seria o Messias que voltaria para julgar a humanidade.
Depois, o profeta escolheu outra data para a ruína, 1666, e em seguida, depois
de ser preso, converteu-se ao islamismo.
Já o teólogo William
Whiston não foi nada original. Assim como os astrólogos que afirmaram que o
mundo ia acabar em água em 1524, o inglês anunciou que em 13 de outubro de 1736
a Terra se transformaria em um aquário, e Londres foi novamente a cidade
escolhida para o início da grande enchente. No dia não caiu sequer uma garoa
tipicamente londrina.
O adventista William
Miller determinou que a Terra seria dizimada em duas prováveis datas: 3 de
abril ou 7 de julho de 1843. Não satisfeito, tentou aumentar a possibilidade e
estipulou mais dois períodos: 21 de março de 1844 e 22 de outubro desse mesmo
ano. Miller testemunhou o fracasso de todas as suas previsões.
Egiptólogos disseram
que o início do Juízo Final seria no ano 1881. Depois de novos cálculos,
determinaram mais duas ocasiões fatais: 1936 e 1956.
Testemunhas de Jeová
também previram duas datas: 1914 e 1975. E já se passaram quase 40 anos da
última previsão.
Um presságio astrológico
árabe previu que em 1980 o mundo teria fim com requintes esotéricos: a Terra
seria finalizada com Saturno e Júpiter em conjunção com o signo de Libra a 9
graus, 29 minutos. Mais uma vez a desculpa para a previsão fracassada foi a
mesma: erro de cálculo.
No livro “O Efeito
Júpiter”, astrônomos afirmaram que um cataclismo estava previsto para 10 de
março de 1982. Mas, para azar dos videntes, um terremoto de 1980 teria
atrapalhado o final aterrorizante. Essa foi a desculpa.
Depois de anunciarem
o fim do mundo para 11 de agosto de 1999, diversos profetas se desculparam
culpando Nostradamus: o alquimista não era bom de cálculo e havia errado ao
estipular a data.
Para evangélicos
norte-americanos, o fim do mundo seria em 21 de maio de 2011 com a volta de Cristo,
que levaria os bons para o céu e condenaria os maus ao inferno. Desastres
naturais, como terremoto seguido de tsunami no Japão, eram argumentos para a
profecia.
E a previsão mais
atual – com certeza, não a última – diz que o temido e agora debochado
apocalipse vai acontecer na sexta-feira (21). Se você ainda não fez tudo o que
relacionou naquela listinha de eventos para aproveitar seus últimos dias na
Terra, corra! Vai que as previsões acertam desta vez...
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